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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007

Reportagem sobre Maria Teresa Maia Gonzalez

     
Como não podia deixar de ser apresentamos também a reportagem sobre a autora de “A Lua de Joana”, Maria Teresa Gonzalez. A reportagem foi escrita por nós na sua totalidade pelo que não podemos apresentar fontes. Imaginámos a vinda de Maria Teresa à Covilhã e contámos os seus momentos por aqui. Esperemos que gostem. Está simples mas com imenso conteúdo.
  
 
Obrigada a todos pelo apoio que nos têm dado, por todos os comentários e elogios. Esperamos conseguir chegar bem longe. O fim está perto, mas daremos tudo por tudo.
 
"Escritores de letra grande"
 
O encontro com Maria Teresa Maia Gonzalez
 
Pouco mais passava das 15 horas, o céu azul e o sol a brilhar como se não existisse amanhã. Estávamos sentados naquele banco velho de jardim, como nós, centenas de pessoas (na sua maioria jovens e crianças) esperavam ansiosamente a sua chegada. O triste jardim da Covilhã, onde só de tempos a tempos acontecem momentos dignos de se ver, tinha ganho outra vida. E entre brincadeiras, sorrisos e cantorias o tempo foi passando. Eis que chegou. Calma, humilde e sorridente Maria Teresa Maia Gonzalez cumprimentava todos. Em redor do recinto estavam preparados stands falando da autora, da sua vida, das suas obras e da sua importância para os jovens. Ao fundo, um grupo de crianças chamava por ela, talvez já lhes tivessem falado das suas histórias. O espaço estava preenchido de magia, balões de diversas cores iam preenchendo o céu. Tudo estava perfeito.
 
Maria Teresa com um grupo de crianças
 
Sentadas em círculo entoavam melodias repletas de sonhos. As suas gargalhadas eram alegria para todos os que as ouviam. Ao ouvir isto Maria Teresa decidiu voltar a sonhar como uma criança e uniu a sua voz à deles. No fundo, eram os únicos que não gritavam pelo seu nome, sabiam que a sua vez chegaria…Foi depois de uns breves minutos que as vozes se foram silenciando. Maria Teresa questionou-os acerca daquilo que sabiam sobre ela. Crianças, apenas sabiam que tinha nascido em Coimbra e que escrevia obras com uma enorme lição de vida. Foi então que começou a falar. Contou-lhes as brincadeiras que tinha com a idade deles, os sonhos, a magia, a alegria constante que enchia todos os dias. Acreditava que o Mundo era repleto de azul, que os adultos não faziam a guerra e que o mal não existia. Assim, tal como aquele grupo de crianças, o seu olhar brilhava, era feliz. Mas a história foi ficando mais triste, afinal no Mundo das pessoas grandes existe a dor, o sofrimento, existem tentações, vícios que levam até à morte. Nem tudo é simples, nem tudo é como uma brincadeira de criança. No fim, voltando a colorir o cenário explicou-lhes que só existe uma forma de conseguir ser feliz num mundo com tantos vícios, ajudando os outros não olhando à sua cor ou raça. Ajudar para fazer o bem. Ser feliz, procurando a felicidade dos outros. E como crianças sorrir pois só assim encontramos a verdadeira felicidade.
 
Maria Teresa com os jovens
 
Mais à frente um grupo de jovens espera por ela. Mais velhos, disseram que ela nasceu em 1958, que tirou o curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora e ainda enunciaram algumas das suas obras: "A Lua de Joana", "Gaspar e Mariana", "A Fonte dos Segredos", "O Guarda da Praia", "O Incendiário Misterioso". Espantada com a admiração que tinham por ela quis conversar com eles. “Qual foi a obra que mais gostaram?” A tal pergunta, inúmeras e divergentes respostas. Mas a de uma rapariga de 12 anos chamou-a a atenção: “A Lua de Joana” dizia a menina com uma voz doce e de medo. Pegou-lhe pela mão e perguntou-lhe se tinham alguma razão em especial. “A minha irmã também morreu de overdose", respondeu a menina. Não esperando tal resposta ficou sem saber o que dizer. Chamou a rapariga e subiu até ao palco dirigindo-se para o microfone.
 
Maria Teresa fala ao público
 
“Como já todos repararam antecipei o meu discurso. Quando um dia comecei a escrever não o fiz por pensar no dinheiro que ganharia com isso, na fama que iria ter ou em festas como a de hoje. Comecei a escrever como forma de desabafo perante as barreiras do Mundo. São inúmeros os problemas que dia após dia encontro. Crianças são maltratadas, fome, guerra, droga, álcool, tabaco, stress…Dizemos viver num Mundo evoluído. Concordo, a nível de tecnologias pouco ou nada nos falta. Mas, e o resto? Onde ficou a evolução do Homem na forma de amar? Onde evoluiu o Homem na maneira de resolver problemas? Onde evoluiu o Homem quando toma a decisão de ter filhos? Não evoluiu. Não é só preciso que a taxa de natalidade suba, é preciso termos crianças felizes. O dinheiro, bens materiais não chegam para essa felicidade. É preciso amor, tempo e dedicação. Crianças devem poder sorrir sempre ao longo do seu crescimento. Chega de pais part-time, de mães ausentes, de discussões diárias, de falta de tempo. As crianças precisam de amor. A droga e todos os vícios vivem diariamente com eles e se ninguém os ensinar e apoiar não saberão como fugir a esse mundo. Não podemos pensar que isto acontece apenas aos outros, acontece todos os dias, a pessoas, tal como nós. E foi por tudo isto, para tentar salvar algumas dessas crianças e jovens que comecei a escrever. Se eles virem o quanto estes mundos provocam a dor saberão que não devem segui-los e conseguirão ser felizes.”
 
Nós falámos com Maria Teresa
 
Lá nos deslocámos no meio da multidão até ela. Sorrimos e no meio de toda a conversa dissemos o quanto “A Lua de Joana” nos tinha tocado a nós também. Ela felicitou-nos pela forma como com a nossa idade ainda conseguíamos sorrir, fugindo a todos os problemas que nos rodeiam. E em tom de conclusão explicámos-lhe que lidamos com problemas diariamente mas que a união nos ensinou a vencê-los, mostrou-nos como ultrapassá-los e de uma forma verdadeira conseguir sorrir.
 
Ao pôr-do-sol
 
A tarde continuou e a festa prosseguiu animada. Com o escurecer o jardim foi perdendo a magia, crianças regressaram a casa e todo o cenário desapareceu. Nas mentes, ficaram as palavras e o agradecimento do discurso de Maria Teresa.
 

Reportagem sobre "A Lua de Joana"

Bem, hoje apresentamos a reportagem sobre “A Lua de Joana”. Está simples mas aborda temas sobre os quais achámos que todos deviam reflectir. Amanhã, apresentaremos a reportagem sobre Maria Teresa Maia Gonzalez. Esperemos que gostem e que pensem em tudo o que escrevemos. Como todo o texto foi escrito por nós não podemos apresentar fontes.
Hoje juntámo-nos durante a tarde para preparar as novidades. Correu bem, as tarefas estão quase concluídas. Amanhã apresentamos algumas novidades. Continuem a trabalhar. O fim aproxima-se!
 
"Letras que falam Português"
 
A situação presente
Policiais, romances, comédias, contos, aventuras…Já nada interessa à maioria da população portuguesa. O gosto pela leitura foi morrendo aos poucos, uns dizem não ter tempo, outros argumentam que as obras portuguesas já não têm tanto conteúdo…As opiniões divergem muito e entre todas as críticas lá encontramos um ou dos jovens que ainda lêem, e mais, lêem obras de grandes autores portugueses. E vocês adultos, ainda o fazem? Será que já não se entusiasmam por um livro de forma a não conseguir parar de ler? Já não têm gosto? Falta de tempo? Em qualquer lugar, a meio de uma reunião, no autocarro para o emprego, à hora da telenovela, antes de adormecer, qualquer hora é boa para ler. É bom termos cultura, sermos sábios e a leitura é a melhor forma de o fazermos.
 
 

Como querem jovens a ler se vocês não o fazem? Difícil não é? Eles seguem os vossos passos…É preciso ler, e não só obras traduzidas de autores estrangeiros, à que cultivar o gosto pela literatura portuguesa…Fernando Pessoa, Gil Vicente, Álvaro de Campos, Almada Negreiros ou aqueles nomes mais recentes como Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrade ou Maria Teresa Gonzalez, são alguns dos grandes nomes que possuem obras cheias de conteúdo, com histórias educativas. É preciso criar hábitos de leitura, largar o teclado por umas obras e prender-se a um livro!
O projecto ler+ tem como objectivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses. Pretende criar condições para que os portugueses alcancem níveis de leitura de forma a lidarem plenamente com a palavra escrita, a saber interpretar a informação disponibilizada pela comunicação social e desfrutar das grandes obras da literatura.
 
 
O projecto ler+ tem como objectivo central elevar os níveis de literacia dos portugueses. Pretende criar condições para que os portugueses alcancem níveis de leitura de forma a lidarem plenamente com a palavra escrita, a saber interpretar a informação disponibilizada pela comunicação social e desfrutar das grandes obras da literatura.
Assim, tendo como objectivo a Escola do Futuro, milhares de jovens participam no SAPO Challenge, lêem e criam segundo um livro, entusiasmam-se pela leitura, escrevem, estão em permanente contacto com as palavras. O nosso país precisa de mais iniciativas assim, é preciso que os jovens gostem de ler. É no âmbito do SAPO Challenge que temos explorado “A Lua de Joana”, a obra que serve como base ao nosso blog.
 
 
“A Lua de Joana”
 
 
Um título peculiar de uma história fascinante. Relata a vida de uma adolescente que perdeu a sua melhor amiga. Marta, morreu devido a um problema que afecta a sociedade moderna, desperta questões para as quais ainda não se encontraram respostas, o problema da toxicodependência. Um problema real mas ainda tabu que todos conhecem mas ainda ignoram, por medo ou porque simplesmente preferem ignorá-lo.
 
 
 
Joana, uma adolescente com uma história de vida onde todos nós encontramos semelhanças, tem um pai em part-time e uma mãe que não a conhece, não sabe os seus gostos, os seus medos. O seu mundo é também abalado pela perda da sua avó, alguém que lhe era muito querido. Sentindo-se só e incompreendida, Joana começa a escrever cartas a Marta, como se escrevesse um diário, encontrando uma forma de libertar o que sentia. Isto, revela-se porém insuficiente. A revolta e a ignorância levam Joana a entrar no Mundo da droga. Ela e Diogo, irmão de Marta, que até então condenaram tal atitude entram também neste terrível mundo. Perderam-se de si mesmos e num processo rápido e silencioso também eles conheceram a droga e por ela foram dominados.
 
“A Lua de Joana” vista pelas QNA
 
É preciso que pais e filhos conheçam histórias assim. Todos deviam ler “A lua de Joana” por ser um retrato tão pormenorizado e triste. O tempo não pára enquanto trabalham, ou enquanto se divertem, temos de aprender a geri-lo. É fundamental saber dedicar o tempo necessário a cada objectivo, nada de exageros.
A droga é um dos flagelos da sociedade actual. Devido às dúvidas, influências e muitas vezes falta de atenção, os adolescentes acabam por cair neste terrível mundo, e o pior, é que nem eles mesmo se apercebem. Tudo começa por “Deixa-me experimentar…” e quando mais tarde nos apercebemos de tudo já é tarde e o tempo já não serve de nada.
 
 
 
 
Ao lermos esta obra tivemos a perfeita noção de como tudo se desenrola, de como de uma forma tão discreta e rápida acabamos envolvidos com a droga. Temos a sorte de nenhuma de nós estar ligada a este mundo, afinal, todas sabemos que ele está pertíssimo de nós. Todos os dias sabemos de casos como o de Marta, histórias tristes mas que nos levam a pensar, nos ensinam e nos mostram que há coisas que não valem a pena. É de opinião geral que todos devem ler este livro, afinal, esta história toca-nos e muito.
E vocês? Que vão fazer com o vosso tempo?